quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Assina Eu - Tiê

♫ - Já faz um tempo Que eu queria te escrever um som Passado o passado, Acho que eu mesma esqueci o tom, Mas sinto que Eu te devo sempre alguma explicação. Parece inaceitável a minha decisão. Eu sei. Da primeira vez, Quem sugeriu, Eu sei, eu sei, fui eu.

Da segunda Quem fingiu que não estava ali, Também fui eu. Mas em toda a história, É nossa obrigação saber seguir em frente, Seja lá qual direção. Eu sei.

E te peço, Me perdoa, Me desculpa que eu não fui sua namorada, Pois fiquei atordoada, Faltou o ar, Faltou o ar. ♫

domingo, 3 de outubro de 2010

Realidade

"Collor vai ganhar uma passagem para sair desse lugar, não é de carro e nem de avião, é algemada no caburão. Êta Collor ladrão!" (8'

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Pergunta


"Por que é que, culturalmente, nós nos sentimos mais confortáveis vendo dois homens segurando armas do que dando as mãos?"

Sonho:

Uma casa na praia.

Ela seria pequena, quentinha e aconchegante, teria cheiro de algumas ervas ou de café sendo preparado. No fundo poderia ter algum jazz, bossa nova ou um soul. Ela teria uma rede.

Um sofá confortável, discos, bons livros e uma boa companhia.

Bad.

Aquela sensação de garganta seca, olhar distante e ombros pesados eu já a conhecia muito bem. O que acaba causando uma incrível indignação. Como eu permitir me ver outra vez desse jeito? Eu sabia tudo o que tinha que fazer, cada detalhe, cada movimento e mais uma vez tudo se perdeu. Mais uma vez, estava perdida, dentro de mim mesma.

Não suporto essa idéia, estou farta e isso aos poucos me causa infartos.

- Que bad. Foi o que eu pensei ao longo daqueles minutos que pareciam se arrastar lentamente olhando para aquele pedaço de papel.

E mais uma vez, me vi jogando para o alto tudo que eu sempre procurei. Perdida naquele universo, perdida na universidade.

Será que só eu que estou tendo essas crises? Trabalhar, participar do Centro Acadêmico, ter vida amorosa e social não deveria ser desculpas. Minha mãe já repetiu incansáveis vezes o quanto ela não tinha tempo para estudar e ficava estudando no ponto de ônibus, na fila do banco, andando pelas ruas... E eu? Só sinto vontade de dormir o dia todo. Me deixo ser levada pelo cansaço da rotina de todo o dia.

O café amargo desce rasgando. Mais uma vez, que bad.

Após a prova fui andando lentamente para o ponto de ônibus. Estava pouco ligando em saber que já era noite no mercado da cidade, um dos lugares mais violentos e perigosos da região. Às vezes matam ou assaltam um aqui, outro ali, e eu tranquilamente andando, arrasada por um pedaço de papel. Um homem mal vestido passou pelo meu lado falando – Eaê, galega.

Olhei para ele com um sorriso que quase não saia e falei: Opa.

Em seguida andei mais um pouco, percebi que tinha uma senhora e sua sombra andando, mas o detalhe maior era que a sombra era feito de carne e osso, tinha veias e um coração pulsando, para a sociedade, ele era conhecido como “louco”. E a senhora andando tranquilamente. Ele não parecia fazer nenhuma maldade com ela, só a estava seguindo e copiando seus movimentos. Por um momento eu o invejei, com toda aquela loucura, ele sabia para onde estava indo.

Toda minha bad pode parecer um tanto banal, mas queria eu que fosse só isso. São tantas coisas, tantos pensamentos internos que agregam dentro de mim provocando furacões e em seguida, eles caem, se transformando em labirintos, labirintos esses que cada vez mais se torna difícil achar uma saída.

São coisas simples, mas que me deixaram paralisada... Vendo o tempo passar.

Já vivi tantas coisas, será que estou ficando cansada? Uma vida de prazer não significa uma vida de felicidade.

Enfim, termino essa postagem –desabafo-pós-bad ao som de Pois É de Los Hermanos.

sábado, 25 de setembro de 2010

Um momento

Se por um momento, um único momento, tudo parasse eu iria querer guardar cada detalhe seu dentro de mim. O tom do seu cabelo sobre sua pela, o seu olhar meigo e cheio de vida, os seus lábios avermelhados entre abertos com um leve sorriso estampado no rosto, rosto esse um dos mais lindos que já vi. Seus olhos tão azuis quanto o meu origami nas minhas costas que por coincidência ou não ficaram para sempre em mim.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Atropelar

Talvez vivendo um dia por vez eu acabe com esse tormento.

Tormento de atropelar tudo. Ou de ter tudo atropelado.

21/08/2010


Para sempre.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Apenas o Fim por Matheus Souza


Totalmente feito por estudantes da PUC-Rio, o filme Apenas o Fim ganhou prêmios de Melhor Filme do Júri Popular e Menção Honrosa do Júri Oficial no Festival do Rio 2008 e o Prêmio de Melhor Filme do Júri Popular na 32ª Mostra de São Paulo. Também foi exibido em Festivais de Cinema no mundo inteiro: França, Holanda, Eslovênia e Estados Unidos.
O filme conta a história de Antônio, interpretado por Gregório Duvivier, e sua namorada, interpretada por Erika Mader, que discutem sua relação antes de se separar.

Muito bom, doce e leve. Apesar de.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Bahia


Com o tempo a sensibilidade para escrever vai atrofiando e sei lá... É difícil externar os sentimentos.
Foram tantas crises, tantos amores, tantos momentos que não foram comentados, que estou assim com uma explosão dentro de mim.
Dos meus últimos sentimentos o mais recente veio da Bahia. Estive por lá e não sei se mentalmente já voltei. É difícil de se acostumar.

Segurava minha mão. A tarde estava se despedindo e a lua chegando, em baixo de um Flamboyant a vida parecia fazer mais sentido. Aquela música no fundo que lembrava que todos eram irmãos em uma terra sem rei. A única coisa que importava era amar... Era a revolução que não sei se todos perceberam, mas que já havia se instalado em nossas moradas, em nossas mentes. E essa sim, era a revolução inicial.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Naquela tarde

Me aproximei da cadeira, com passos firmes. Olhei em volta rapidamente, nenhuma alma viva, só os camaradas que hoje só se fazem presentes como antes. As arvores dançavam sendo conduzidas pelo vento leve que soprava ao som de Slippin do Quadron, que por sinal é uma boa música. O céu estava bonito. Era uma tarde agradável.

Sentei na cadeira. Fechei os olhos por um minuto, ajeitando os ósculos. Que sono eu estava sentido. Realmente aquele clima agradável era irresistível. Peguei um livro antigo e comecei a ler, nele uma tal de Thayse contava um romance. Banal, pensei.

Fui folheando até chegar à seguinte parte:


Eram dias lindos. Dias calmos, tranqüilos, com cheiro de amor quentinho. Não me incomodava saber que existe coisas sólidas, mas não tão sólidas. Nada na vida é solido. É tão bom pensar que isso é uma mentira ou uma verdade mal contata, ou talvez um trocadilho enrolado. Enrolado e ondulado como seus cabelos. Seus cabelos encantadores. Tão encantadores que já me peguei diversas vezes, em diversos cantos, pensando no meu Deus, que percebeu e achou que a solidão não seria mais a minha casa.

Minha casa, só por hoje, será seu sorriso.

Quero me perder nele, muitas vezes. Vezes incansáveis... Até eu perceber que de tão perdida eu me achei.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Por mim,

o Brasil só ganhava por causa da promoção da Tim. Enfim, existe pessoas que só lembram que são brasileiras em certas épocas.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Para além...

Temos que lutar pelas nossas causas e também pelas causas que não são nossas. Temos que entrar nas massas, conhecer sua realidade e saber suas necessidades, para então defende-las, com unhas e dentes, se essa for coerente e para o bem coletivo.

Temos que fazer nossa opção.

Somos trabalhadores da terra. Plantamos sementes. Sementes que libertam e enraízam em terras secas. Para além...

Moção de Repúdio

Nós, enquanto estudantes de Biologia e militantes do Centro Acadêmico de Biologia da UFAL, vimos por meio dessa carta destacar nosso repúdio ao que está preste a acontecer com a restinga do nosso estado de Alagoas.

Como futuro biólogos e nos enxergando como protagonistas ativos necessários nessa sociedade tomamos como obrigação nos colocarmos claramente contra o que se está pretendendo fazer com essa Área de Preservação Permanente. O nome deveria ser auto-explicativo e subsidiar qualquer tipo de pretensão em cima dessa área, contudo, passa-se por cima mais uma vez do que é racional para o que é economicamente favorável para aquele que defendem esse megaempreendimento. Deve-se aqui ressaltar a importância do bioma restinga pontuando esferas em que ela é imprescindível.

Ecologicamente é um ecossistema único com espécies exclusivas tal qual (?) e que irão desaparecer gradualmente com a destruição de seu habitat. Há, portanto, um reflexo direto na perda da riqueza natural do estado, algo que destaca Alagoas mundialmente. Ou seja, a destruição de um dos bens mais preciosos inclusive com grande contribuição na economia do estado, a natureza, é um tiro no pé da população alagoana. Vale-se destacar que é um tipo de mata extremamente delicada e qualquer forma de manejo que não vise à preservação mas que vise lucros megaempreendedores fada esse ambiente aum fim terrível.

No âmbito das comunidades alagoanas que moram ao redor da restinga e têm acesso a mata, necessita-se, sim, de uma educação ambiental intensa, contudo, esta população tem interesse na manutenção daquele ambiente. Portanto, tais pessoas não irão extrair daquele ambiente até a última gota, como fazem os grandes interessados no lucro megaempreendedor mas sim tirar dela harmonicamente o que necessitam para viver.

Esclarecendo aqui que as App foram criadas para proteger o ambiente natural, o que significa que não são áreas apropriadas para alteração de uso da terra, devendo estar cobertas com a vegetação original. A cobertura vegetal nestas áreas irá atenuar os efeitos erosivos e a lixiviação dos solos, contribuindo também para regularização do fluxo hídrico, redução do assoreamento dos cursos d’água e reservatórios, e trazendo também benefícios para a fauna.


Ao se tratar da legislação que deveria proteger nosso meio ambiente, o código florestal, as restingas tinham sua segurança garantida nele, antes de reformas postas. Isso era devido a um item no artigo 2 que garantia sua preservação e dizia que as áreas de preservação permanente incluíam as restingas, como fixadoras de dunas ou estabilizadores de mangues. Destacando que está em andamento outra mudança nesse código que diminui a percentagem obrigatória de manutenção florestal das APP e que cada estado terá de fazer sua lei de acordo com a determinação da lei nacional, que vai dar as direções e medidas e poderão redefinir as áreas de reserva legal em razão de suas peculiaridades regionais. Ou seja, de fato depois de mais uma manobra desresponsabilizando o governo federal, tais votos de minerva ficam nas mãos dos responsáveis aqui do estado.

Diante deste quadro estamos aqui para reivindicar a manutenção do que restou da restinga original de Alagoas não aceitando mais um absurdo megaeempreiteiro que pretende passar por cima, mais uma vez, da natureza em prol de interesses que nos parecem irracionais!

Parece que o dinheiro deixa alguns cegos, surdos e mudos. MAS NÃO DEIXA A GENTE, POR ISSO GRITAMOS, NÃO!

E PERGUNTAMOS, PARA QUE E PARA QUEM DERRUBAR A RESTINGA?

No dia que as árvores acabarem perguntaremos aos investidores se eles irão comer dólares no almoço!!!